segunda-feira, 26 de março de 2007

Longa caminhada sem asas


Foto do amigo tbs

domingo, 25 de março de 2007

Continuando a acreditar nos outros

Um pequena pedra para uma construção

Noite de domingo. Lá longe, em Mozambique, aquelas crianças devem estar dormindo. Será que nos seus sonhos verão a lembrança que temos delas? A nossa, ainda, incapacidade de resolver algum problema delas? Para já, estamos tentando alertar outros para aquele tipo de problemas que também nos pertence. Enquanto não conseguimos outros resultados, a nossa esperança não esmorece mas o nosso entusiasmo cria insatisfação. A variável tempo avança, inexorável, e o amanhã não resolve tudo, por si só. Esperamos elementos para identificar melhor a situação. Estão prometidos para breve. Acreditamos. Todos temos outro tipo de obrigações mas esta tem que ocupar um espaço. Não é fácil, certamente.
As crianças precisam de quase tudo e há que arranjar maneira de o conseguir e colocar no espaço útil. Nós sabemos, pelo menos, que o custo de alimentar uma criança é de 200 Euros por ano. Começaremos por garantir o alimento de uma. Temos que garantir que o dinheiro chega lá. Falta-nos informação mas vamos conseguir. Logo que o façamos, explicaremos aqui o processo. Outros, esperamos,seguirão o caminho. Ficará tudo resolvido? Claro que não. Mas uma pedra ficará no alicerce desta construção.
Este post é um compromisso pessoal. A noite fica menos vazia, o coração um pouco mais aliviado e a mente sossega um pouco. O tempo dos dias felizes pode chegar.

terça-feira, 20 de março de 2007

O brilho da alma

O que faz correr Sammy?

Sábado, noite fora, tentei trabalhar o vídeo que carreguei para o YouTube. Primeira vez, dificuldades muitas. A qualidade não foi a melhor mas queria dar uma ideia de movimento e de vida das crianças. No dia que visitei a escola não levei máquina fotográfica e aasim a qualidade snapshot das fotos também tem que ser trabalhada. Conseguimos mais uma foto interessante. Madrugada alta, o vídeo apareceu no YouTube e a seguir no blog.Senti uma sensação de satisfação que nem sempre acontece. Aguardo agora mais dados sobre a escolinha para a identificarem melhor e conhecerem as histórias daquelas crianças que serão o futuro de Mozambique e daqueles abnegados professores que exercem o seu mister de uma maneira que faria corar de vergonha muitos "intelectualizados" e emproados recitadores de textos de sebenta. Ali, para além da transmissão do saber existe o sentimento de gostar e de ver a alegria através do olhar do outro. Será do calor? Será das dificuldades? Será que o olhar é mais puro e mais humano no repartir do pouco e do escasso?
Há quem diga que vivemos uma época em que os objectos se identificam com as pessoas e que no fruir dos mesmos, no seu consumo se alcança a felicidade individual e que essa leva a desejar um hedonismo mais abrangente. Mergulhado nessa sociedade que é a minha, interrogo-me se a minha possível felicidade se esgotará nesse objectivo. Permitam-me a dúvida. Não me sinto melhor, sinto-me diferente. Iguais seremos muitos na solidão do cotidiano, na agressividade da competição pela sobrevivência. E, ultrapassada a fase da sobrevivência, o que nos faz continuar a correr?

domingo, 18 de março de 2007

sexta-feira, 16 de março de 2007

Pietà

quinta-feira, 15 de março de 2007

quarta-feira, 14 de março de 2007

Plano estratégico de combate à indiferença

Porquê a existência de um novo blog? Há quem diga que os blogs são a forma egocêntrica de alguém que procura dar-se a conhecer ao mundo, através da escrita, no espaço web, uma espécie de mau jornalismo ameaçador para os profissionais. Outros entendem que os blogs são a expressão mais democrática da liberdade de expressão. Num mundo dominado pela informação e pela comunicação nada de mais natural do que exercer um direito de cidadania global. Este blog nasce num determinado momento de emoção partilhada: o amor por uma terra maravilhosa, por um povo acolhedor e o sentir das dificuldades de um conjunto de crianças que acolhem com os seus sorrisos e cânticos um conjunto de "estranhos" europeus. Tanta simpatia e naturalidade não poderia deixar de impressionar fortemente. Um blog apenas para deixar testemunho? Não é essa seguramente a intenção. Divulgar sim mas também demonstrar que ainda não é tarde para empreender mais uma acção de companheirismo e de solidariedade. Os sorrisos ficaram lá mas o coração viaja e a mente pensa muitas vezes neles. Um de nós que tem o coração do tamanho de Moçambique elaborará um plano de ajuda concreto. Outros que vêm nele uma luz rara de acção e de humanismo, certamente, tentarão acompanhá-lo, o que vai ser difícil mas desafiante. Já o convidamos para participar no blog e estamos certos que aparecerá. Ele será a nossa mais valia, o acrescentar de valor ao nosso sentimento. Ainda anda por terras de Moçambique e esperamos o seu regresso. Diga-se ainda que outros, sem conhecerem a realidade "in loco" já mostram desejos de participar. O egoísmo, pai da solidão, vai recuar.

Eu estou confiando em vocês


Sempre simpático, com alguma dificuldade em saber o que fazer quando for grande, reservado e atento, projecta sobre nós toda a ternura que dele fará um homem grande se não o desiludirmos.

terça-feira, 13 de março de 2007

madrugar em moçambique

Este espaço corre o sério risco de ser nostálgico. E é bom!

Pela mão de um amiga fomos levados a ver uma das muitas escolas cujas condições estão longe de serem as melhores. Mas o trabalho continua. O sorriso das crianças é o mesmo em qualquer parte do mundo. Por 200 euros por ano podemos ajudar uma criança a frequentar a escola e a ter uma refeição.

Aqui em Moçambique rolam mansos os dias da nossa vida.

"Madrugar é enrolar a neblina
No silêncio das despedidas
Deitar a noite
Numa esteira de luz
Acordar o dia
Com o frio da manhã"

domingo, 11 de março de 2007

O olhar e o sorriso da professora



Quanto carinho se encontra por detrás desta expressão? Seremos nós capazes da mesma postura tranquila?

Alegria e interrogação

Olhares que esperam o futuro

A descoberta

Ao encontro de amigos, voámos até Moçambique. Do frio e do cinzento até ao calor e à cor de um país africano. Curiosidade muita. Ao chegar a festa dos abraços e o calor dos sorrisos. Começou a descoberta. Entre comidas deliciosas, cervejas bem fresquinhas, anoiteceres prazenteiros e noites de longas e alegres conversas fomos ficando enleados numa teia de simpatia que raramente se quebrou. Começamos a sentir mais longe o sabor amargo dos cotidianos hábitos. Maputo, plena de vida foi-se dando a conhecer e fomos ao encontro de uma vida diferente. Se alguém disse que respirar é viver, então nós diremos que começamos a respirar melhor. Dessa experiência, salientaremos uma visita proporcionada por amigos a uma escola comunitária que procura albergar e dar carinho a muita criança. Ao vê-los alegres e curiosos, sabendo as suas dificuldades, ficamos com um misto de ternura, tristeza e vontade de ajudar. Outros como nós já por lá passaram, e como nos disseram, momentos iguais deixaram para trás apenas a recordação. Sabendo as limitações, não podemos, mesmo assim, ficar indiferentes. Não salvaremos o mundo mas procuraremos sentir-nos mais humanizados e mais empenhados. Aquela escolinha vai começar a aparecer na blogoesfera. É um compromisso.